Copo de 3: Julho 2007

27 julho 2007

Alves de Sousa Reserva Pessoal Branco 2003

A colecção Reserva Pessoal, do produtor Alves de Sousa, nasceu como uma procura das diferentes expressões possíveis do terroir Gaivosa. E se a nível de tintos se descobriu "a outra face da Quinta", com os brancos...
Bom, com os brancos a vontade de criar algo verdadeiramente novo impôs-se. Este vinho foi feito seguindo o conceito de concentração e longa maceração, com a selecção das uvas das vinhas velhas da Quinta da Gaivosa. É um vinho raro, mesmo na sua personalidade.
É com esta maneira que se apresenta este vinho a quem o prova:

Alves de Sousa Reserva Pessoal Branco 2003
Castas: Gouveio, Malvasia Fina, Viosinho e outras provenientes de vinhas com mais de 80 anos - Estágio: 12 Meses em barricas novas de carvalho francês mais 12 Meses período mínimo em garrafa - 13% Vol.

Tonalidade dourada com laivo de acobreado no rebordo
Nariz a denotar claramente um vinho diferente e cheio de personalidade, aquilo que se pode chamar de «terroir». Prende a atenção com fruta muito madura em grande harmonia com notas de geleia. Uma lufada fresca atinge o nariz em conjunto com toques de resinas e flores, lembra em parte uma Queimada Galega, com as notas de citrinos, café, açúcar queimado e canela. Tudo isto numa roda viva de grande complexidade, um vinho que a cada momento que passa parece desvendar mais um detalhe que tem escondido. A madeira em grande harmonia, anda de mão dada com todo este bouquet fenomenal.
Boca mostra uma bela estrutura, capaz de suportar o peso dos anos e toda a complexidade que encerra, frescura bem presente com toques de citrinos, resina, travo a flores. Já a mostrar-se bem redondo e afinado, com um final seco, em persistência alta

Um vinho claramente diferente do que se está acostumado a provar em terras lusas. É difícil ficar indiferente a vinhos destes que além da diferença, trazem a qualidade em quantidade.
Foi servido segundo as recomendações do enólogo Tiago Alves de Sousa, decantado uma hora antes e servido a uma temperatura que variou entre os 12ºC e os 14ºC.
Vai sair para o mercado com um preço a rondar os 15€ e pode ser encontrado numa boa garrafeira. A atenção que teve para ser feito, é a mesma que merece ao ser bebido, agora ou daqui a uns anos. Um Branco Douro. Colheitas provadas: 2001
17,5

Gouvyas Reserva Branco 2004

É na Bago de Touriga que Luís Soares Duarte e João Roseira ambicionam fazer vinhos equilibrados, amigos da boa mesa e que expressem os terroirs únicos do mítico Vale do Douro.
Este Gouvyas Reserva Branco 2004 do qual foram engarrafadas 2980 garrafas sendo esta o nº2257, é um fiel exemplo dessa mesma ambição:

Gouvyas Reserva Branco 2004
Castas: Códega do Larinho, Rabigato e Viosinho - Estágio: 20 meses em barricas de carvalho francês com bâtonnage - 13,5% Vol.

Tonalidade amarelo citrino de leve tom dourado de média concentração
Nariz com bom impacto inicial, um pouco fechado inicialmente e a pedir tempo para se poder mostrar. É um vinho cheio, com a fruta bem madura (ananás, limão, pêssego) a ligar com as notas derivadas da madeira. Toque de baunilha em conjunto com amanteigado ligeiro, tudo muito bem estruturado com ligeiro torrado de fundo. Num segundo plano temos a componente floral em ligação com toques de relva fresca, a mostrar-se com boa dose de frescura ligada a um toque mineral, tudo isto num conjunto complexo e com alguma delicadeza.
Boca a revelar um vinho de corpo firme e bem estruturado, mostra entrosamento com a prova de nariz, redondo e a encher a boca, fruta bem presente em conjunto com tosta a baunilha. Sensação de untuosidade em bela harmonia, com acidez a dar boa frescura ao conjunto, fundo mineral com toque vegetal fresco, em persistência média/alta.

Temo então um branco de grande nível, no seguimento do Gouvyas Reserva Branco 2003. Mudando ligeiramente, talvez mais refinado, mais elegante e com a madeira mais interligada com os seus componentes. A revolução na qualidade dos nossos brancos está a mudar para melhor, e este é um grande exemplo. A beber ou guardar, com um preço a rondar os 15€ numa boa garrafeira.
17

Momentos 2004

O enólogo Luís Soares Duarte com o objectivo de ter um projecto pessoal, arrendou no ano de 2004 em Vale Mendiz (Douro), três parcelas. Da parcela mais antiga, a Vinha do Conqueiro (80 anos) deu origem a este vinho, o topo de gama que se coloca logo a seguir ao Perfil 2004.

Momentos 2004
Castas: Vinha velha, com mistura de castas tradicionais (Tinta Roriz, Touriga Franca, Tinta Barroca, Bastardo, Tinta Amarela, Sousão, Mourisco Tinto, Tinto Cão, etc.) - Estágio: 20 meses carvalho francês novo - 14% Vol.

Tonalidade ruby muito escuro de concentração alta com rebordo violeta
Nariz a mostrar um aroma de bela intensidade, frutos silvestres com toque de ligeira compota. A ligação entre os empireumáticos com a fruta resulta de grande nível de qualidade, especiarias (cravinho, pimenta) em companhia com toque de chocolate negro. A frescura percorre todos os cantos do perfil deste vinho, com ligeira brisa floral, aqui o segundo plano é preenchido por um suave vegetal (musgo, esteva) que faz companhia a um toque balsâmico. Tudo bem desenhado e delineado, sem grandes choque de concentrações e sempre com uma frescura bem presente, mostra uma finesse e elegância invejável.
Boca bem estruturada, cativa desde o início da prova com frutos silvestres aliados a toque vegetal com ligeiro balsâmico. Enche a boca, mostrando-se já com certo arredondamento das partes, com taninos suficientes que lhe garantem longa e promissora vida. Tudo a mostrar alta qualidade e grande finesse. A acidez dá boa frescura de boca, com toques de chocolate preto, baunilha e ligeiro balsâmico, em final de média persistência.

Tem um preço que ronda os 30€ numa boa garrafeira. São vinhos como estes que marcam a diferença, daqueles que tantas vezes tentamos procurar e raramente encontramos. Foram feitas 3300 garrafas sendo esta a nº2958, de um vinho que ainda tem muito que mostrar e muito que dar. São Momentos destes que nos fazem falta.
17,5

26 julho 2007

Remelluri Reserva 1997

É da Rioja (Espanha) que chega o próximo vinho em prova, mais propriamente de La Granja Nuestra Señora de Remelluri em Toloño (Labastida), que foi durante o séc. XIV mosteiro dos monges da ordem de São Jerónimo.
Em 1968, Jaime Rodríguez Salís recupera as vinhas e todo o edifício, reconvertendo o mosteiro na actual adega.
Consegue desde as primeiras colheitas, afirmar-se como uma referência na Rioja, sendo uma das primeiras adegas que vinifica exclusivamente as uvas da propriedade que rodeia a adega.
Actualmente tem uma superfície de 152 hectares dos quais 100 são vinha.

Remelluri Reserva 1997
Castas: 90% tempranillo, 5% garnacha, 5% graciano - Estágio: 24 meses de barrica - 13% Vol.

Tonalidade ruby escuro de concentração média com ligeiro rebordo laranja.
Nariz a mostrar um aroma um pouco caído no esquecimento, digamos que temos um aroma a que alguns chamam de Velho Mundo, um aroma clássico, fora de modas e de altas concentrações de fruta ou de madeira. Fino com a fruta negra e vermelha bem madura aliada a notas de boa e sedutora baunilha, licor e tabaco com especiaria e tosta. Pelo meio de tudo isto anda um aroma resinoso que faz de ligação a todos os outros aromas. O conjunto completa-se com um toque de caramelo de leite, derivado da Tempranillo em boa evolução, rematando num final com toque terroso, tudo em plena harmonia com a madeira, resultando um bouquet fino e elegante.
Boca a evidenciar uma estrutura média, muito polido no seu perfil, redondo e afinado. Consegue mostrar alguma frescura que acompanhar a fruta bem madura, com notas de tosta e algum vegetal seco. Final de persistência média com recordação especiada.

Um vinho que transpira classicismo, apesar dos 10 anos que leva de vida, talvez o seu percurso já tenha visto melhores dias, a acidez tenha estado mais viva, a fruta bem mais presente e não tenha perdido no que toca a corpo e complexidade. Ainda assim é uma agradável surpresa, num perfil de vinho que vai sendo pouco ou nada visto, fora de modas ou de tendências, ideal para acompanhar uma refeição na companhia de amigos... o preço ronda os 14 euros colheita após colheita, para o encontrar ou Espanha ou Corte Ingles.
16,5

Vinha Grande 2001

O próximo vinho em prova vem do Douro, neste caso vamos até à Casa Ferreirinha, onde na Adega da Quinta do Seixo, nasce o Vinha Grande. Apenas recebem o nome Vinha Grande as colheitas de mais apurada qualidade que evoluíram da melhor na garrafa após o envelhecimento na madeira (que serviu para o mítico Barca Velha).

Vinha Grande 2001 Castas: Tinta Roriz, Touriga Francesa e Tinta Barroca - Estágio: variável entre 12 a 18 meses - 13,5% Vol.

Tonalidade ruby escuro de média concentração. Nariz a mostrar um vinho que nos remete para um perfil mais clássico, a fruta vermelha bem madura alegra-se com a presença de ligeiras compotas. Complementa-se por aromas de tabaco, cacau e vegetal seco com toque especiado e floral de fundo ligeiro e fugaz. Boca com entrada fresca e de estrutura fina e bem acomodada, arredondado com ligeira ponta vegetal a marcar a passagem pelo palato. A tudo isto se junta um punhado de especiarias em final com ligeira secura vegetal de persistência média.

Temos um vinho que nos transporta para um perfil mais clássico, claramente a mostrar-se com uma evolução positiva, resultante disto um bouquet bem afinado. Um vinho que convém decantar previamente pois apresenta depósito. Preço a rondar os 10€ em garrafeira ou grande superfície comercial.
15,5

25 julho 2007

Herdade São Miguel Reserva 2005

A Herdade São Miguel está situada no concelho de Redondo, Alentejo, e possui cerca de 175 ha de área total, dos quais 35 ha são de vinha plantada em solos franco-argilosos, derivados de xisto.
Em prova a nova colheita do topo de gama deste produtor, o Herdade São Miguel Reserva 2005.

Herdade São Miguel Reserva 2005
Castas: Aragonês, Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet - Estágio: 12 meses barricas carvalho francês novo e 6 meses garrafa - 14% Vol.

Tonalidade ruby escuro de boa concentração.
Nariz a revelar fruta (cereja, amoras, framboesas) fresca e bem madura com bom apontamento vegetal, não deixa de lado um ligeiro toque químico lá no fundo a fazer companhia a chocolate negro, em conjunto com toque balsâmico que lhe confere frescura. Especiarias acompanhadas de leve floral, brincam com os empireumáticos presentes, tudo isto com toque fumado no final.
Boca a mostrar um vinho ainda jovem e cheio de força, bem estruturado e com fruta madura a marcar presença. Enche a boca, mostra até um toque guloso, com taninos em treino avançado a prometerem vinho com vários anos pela frente. Frescura presente com balsâmico e ligeiro especiado no final, de persistência média.

Vem no bom nível da colheita anterior, talvez um pouco menos bruto na boca, mais pronto a beber e com melhores sensações. Um belo Reserva que para tirar melhor partido dele, convém esperar mais algum tempo para que tudo se componha. Entrou recentemente no mercado com um preço que ronda os 14€, o que o torna uma bela aposta, que nos chega de Redondo.
16

24 julho 2007

Quinta do Portal Reserva 2000

A Quinta do Portal é uma casa portuguesa, familiar e independente que abraçou com toda a paixão o conceito de "Boutique Winery", dedicando-se à produção de vinhos DOC Douro, Vinhos do Porto de categorias especiais e Moscatel.
Neste caso temos o Quinta do Portal Reserva 2000

Quinta do Portal Reserva 2000
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca - Estágio: 9 meses carvalho francês (novo e de um ano) - 13,5% Vol.


Tonalidade granada escuro de média concentração
Nariz a revelar um aroma de difícil abordagem, sensação que a estrada para a Quinta está a ser alcatroada. A fruta negra bem madura está escondida e algo abafada pelo torrados. Vegetal seco faz companhia a toque compotado de braço dado com aparas de chocolate preto. Tudo muito preso e com alguma austeridade.

Boca de média estrutura, entrada com frescura num conjunto que mostra algum arredondamento, mas sempre banhado lado vegetal que percorre todo o palato, especiado e tosta, complementam o final, de persistência média.


Um vinho que se mostrou austero e pouco dialogante, pouco ou nada elegante no nariz, na boca mostra-se um pouco melhor mas sem grande registo de melhoras. Este vinho foi provado com e sem decantação (temperatura inicial de serviço 14ºC) e em nenhuma altura mostrou sinais de evolução, pelo que pode estar numa fase má (em remodelação), como também pode estar em queda para o abismo. De facto é de estranhar que um vinho Reserva passados 6 anos dê uma prova destas.
14

Cabriz Encruzado 2006

A Dão Sul – Sociedade Vitivinícola, S.A. é uma empresa fundada em 1990 que tem como base da sua fundação a paixão pelo vinho e a confiança no enorme potencial da região do Dão pelos seus fundadores. A Quinta de Cabriz, uma propriedade próxima de Carregal do Sal, com uma magnífica casa senhorial e capela do séc. XVII, é hoje em dia uma das principais promotoras do desenvolvimento da região com a reconversão de vinhas antigas e novas plantações com modernas técnicas de cultivo.
Em prova um exemplar de uma das melhores castas brancas que Portugal tem para oferecer, a Encruzado, num vinho que dá pelo nome de Cabriz Encruzado 2006.

Cabriz Encruzado 2006
Castas: 100% Encruzado - Estágio: fermentação em barricas com batonnage - 13% Vol.

Tonalidade citrino de baixa concentração com ligeiro rebordo esverdeado.
Nariz com aroma de boa intensidade, fruta tropical e ligeira maçã, em conjunto com toque bem mineral. Sensações de ligeira baunilha dão um toque de ligeira complexidade ao vinho, que se funde num ligeiro toque fumado. Tudo em ambiente fresco e bem harmonioso.
Boca de corpo mediano, muito equilibrado, fruta bem presente com mineralidade a brincar com a acidez que se mostra refrescante. Bela integração da madeira com a fruta, num perfil que em nada consegue destoar. Não se mostra muito gordo ou complexo, ganhando antes pelo seu todo, em final médio/longo.

Um branco que é uma referência do Dão, a dar uma bela prova e fiel companheiro para os tempos que correm ou para nos ir acompanhado durante uns tempos. Não ficou mal frente a umas postas de salmão na grelha com molho de iogurte. Custou 6,5€ no Corte Ingles.
16

23 julho 2007

Torres Viña Esmeralda 2006

É de Espanha que chega o próximo exemplar, produzido pelo gigante Bodegas Torres, e proveniente da D.O. Catalunya.
Este vinho ganha o nome devido à tonalidade verde-esmeralda do Mediterrâneo, é feito desde 1976 e é elaborado a partir das castas Gewürztraminer e Moscatel.

Torres Viña Esmeralda 2006
Castas: Gewürztraminer e Moscatel - Estágio: n/indicado - 11,5% Vol.

Tonalidade amarelo citrino de rebordo esverdeado.
Nariz de bela intensidade e a remeter para um toque exótico, bem perfumado e perfil claramente diferente do normal. Quem prova é inicialmente arrebatado pelo perfume fresco e floral com as rosas em destaque, complementado por uma fruta tropical (ananás, maracujá, banana) de bela qualidade e madura. Tudo muito jovem e fresco com ligeiro toque mineral em fundo.
Boca com entrada ligeira de corpo suave, muito afinado nos seus componentes. A acidez que não se mostra muito, dá uma frescura correcta ao vinho dentro das suas possibilidades. A fruta marca novamente presença em conjunto com as rosas. No conjunto mostra-se um pouco menos intenso que no nariz, tímido em complexidade, não dá ponto fraco e torna-se fiel companheiro. Final médio com leve sensação adocicada no final.

Um vinho que pode ser uma bela surpresa num jantar de amigos, causa belo impacto principalmente junto das senhoras. Temos um vinho que se revela bom companheiro de saladas, massas, mariscos, entradas, uma sopa de peixe...
O preço de compra ronda os 5,60€ em grande superfície.
15

Adega de Pegões Colheita Seleccionada Branco 2006

A Península de Setúbal fica situada entre as bacias do Tejo e do Sado, a sul de Lisboa, esta região alberga dois DOC: Setúbal (que integra os vinhos licorosos feitos a partir da casta Moscatel) e Palmela. Aqui o Vinho Regional chama-se Terras do Sado.
É da Cooperativa Agrícola Santo Isidro de Pegões, que nos sai este exemplar Terras do Sado, um vinho que dispensa muitas apresentações dada a sua fama de grande relação preço/qualidade que ostenta entre os consumidores.

Adega de Pegões Colheita Seleccionada 2006
Castas: Chardonnay, Arinto, Pinot Blanc e Antão Vaz -Estágio: 4 meses Carvalho Americano com batonnage - 14% Vol.

Tonalidade amarelo citrino com leve dourado.
Nariz a mostrar boa intensidade, dividido entre fruta tropical (banana, ananás) de bom recorte banhado em calda com ligeira raspa de citrinos, fusão agradável com baunilha e torrado ligeiro em fundo. O final é mineral e com recordações vegetais, com brisa fresca a acompanhar durante toda a prova.
Boca apresenta boa estrutura, frutado e redondo, acidez a dar boa dose de frescura, um vinho agradável durante a passagem de boca, suave toque melado com mineral em fundo. Final de persistência média.

Mais uma bela colheita deste vinho que é mais uma referência a ter em conta no panorama dos brancos nacionais, um belo vinho a mostrar que não se tem de gastar muito dinheiro para ter um branco de qualidade na mesa. Este com um preço a rondar os 3,5€ mostra-se um pouco mais mineral e fresco que o seu antecessor mas não perde qualidade por isso.
15,5

Dona Maria Branco 2006

A Quinta Dona Maria (ou Quinta do Carmo) situada em Estremoz e criada em 1718, onde se produz vinho há mais de cento e trinta anos aliando os métodos de vinificação tradicionais aos mais modernos, foi oferecida por D. João V em meados do século XVIII, a uma cortesã por quem estava loucamente perdido de amores. É essa senhora que dá o nome a esta Quinta e a este vinho.

Dona Maria branco 2006
Castas: Antão Vaz, Arinto e Roupeiro - Estágio: inox - 13,5% Vol.

Tonalidade amarelo citrino levemente dourado com concentração mediana
Nariz com aroma de bela intensidade, frutado e fresco, exuberante até na maneira como se apresenta. Pelo impacto inicial, lembra um Sauvignon Blanc, bem harmonioso e equilibrado, tudo bem interligado, floral bem presente com notas de fruta tropical bem vincada. Relva fresca com toque citrino acompanham em segundo plano um leve mineral de fundo
Boca com boa entrada, estrutura simples e concisa, frescura presente que nos guia durante toda a passagem de boca, fruta tropical presente com toque limonado. Mostra-se com toque vegetal no segundo plano com sensação de ligeira pimenta branca em final de persistência média.

Um vinho que surpreende no nariz, perdendo um pouco na prova de boca. Bem apelativo, ideal para os tempos mais quentes, companheiro por exemplo de uma cataplana de ameijoas ou até pratos de gastronomia oriental.
15,5

Quinta de Cidrô Chardonnay Reserva 2006

Este é um vinho que vem marcando posição ano após ano, sem dúvida alguma um dos melhores exemplares de Chardonnay feitos em Portugal, e que nos vem de Trás-os-Montes.

Quinta de Cidrô Chardonnay Reserva 2006
Castas: 100% Chardonnay - Estágio: 6 meses em barrica - 14% Vol.

Tonalidade amarelo citrino com leve dourado de concentração mediana.
Nariz com aroma a mostrar-se de boa intensidade, fruta (tropical e citrina) em ligeira calda, com toque de baunilha e torrado bem presente e bem integrada, resulta num conjunto de boa harmonia aliando uma frescura com fundo de suave mineral.
Boca a mostrar-se bem estruturada, arredondamento com ligeira untuosidade, redondo com fruta bem presente com toque de madeira a dar boa envolvência. Toque fresco, equilibrado e com um perfil que se mostra um pouco mais ligeiro de perfil, menos cheio, com toque mineral de fundo.

Um vinho que não precisa de muitas apresentações, mostra-se bastante apelativo e a consistência é algo que lhe fica muito bem, ano após ano. Um vinho a conhecer, com uma grande relação preço/qualidade a rondar os 5,60€ em grande superfície comercial.
16

21 julho 2007

Monte Seis Reis Syrah 2004

De volta aos tintos de Estremoz, em prova o varietal que faltava provar do Monte Seis Reis. Depois de um Syrah 2003 muito promissor e que deu bastante que falar, em prova a versão 2004.

Monte Seis Reis Syrah 2004
Castas: 100% Syrah - Estágio:12 meses em carvalho francês mais estágio em garrafa - 14,5% Vol.

Tonalidade granada escuro de média/alta concentração
Nariz com aroma de boa intensidade, revela fruta sobrematura, compotas invadem o copo com uma imediata sensação de doçura. Para completar o ramalhete, desenvolve notas de especiarias, vegetal seco, balsâmico de fundo a dar ligeira frescura, com cacau, torrado e ligeiro químico.
Boca de boa estrutura, o tom maduro da boca funde-se com ligeira frescura de boca, toque vegetal junta-se com especiaria e ligeira doçura que se sente no final. Final de boca com ligeira secura em persistência média/alta.

Um vinho que se mostra algo pesado e enjoativo durante a prova, servira 18ºC está fora de hipótese visto o vinho adquirir um perfil semelhante a um batido de fruta. Foge claramente do perfil do seu antecessor 2003, na prova de nariz mostra-se de uma maneira diferente que na prova de boca, para gulosos é o vinho indicado. Preço a rondar os 15€
15,5

16 julho 2007

Niepoort Vintage 2005

Em prova temos o novo Vintage da casa Niepoort, da colheita 2005 e que recentemente chegou ao mercado. Provar um Vintage é sempre um acto solene, mais não seja pelo respeito que este como qualquer outro vinho merece. Temos então um Vintage ainda novo, cheio de força e pronto a ser bebido ou a ser esquecido durante muitos e largos anos. Beber um vinho deste calibre neste momento dá um grande prazer, mas esse mesmo prazer pode ser ainda maior se soubermos esperar o tempo devido, afinal um diamante não nasce já lapidado.
Este como não podia deixar de ser, foi alvo de todos os mimos, foi decantado, acompanhado bem de perto e com uma temperatura de serviço que começou nos 14ºC e se deixou ir até aos 18ºC, o resultado final não podia ser melhor...

Niepoort Vintage 2005
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto Cão, Tinta Francisca, Tinta Amarela, Sousão e Tinta Roriz - Estágio: 2 anos em balseiros - 20% Vol.

Tonalidade escura, muito escura mesmo, opaco no centro com rebordo de ligeira auréola ruby, em boa densidade.
Nariz a revelar um aroma inicialmente com toque de tinta da china, que abre para fruta madura com belo impacto inicial, notas de compota e geleia correm lado a lado qual quadrilhas romanas dando voltas ao copo, a revolução na arena é constante para gáudio do provador. O conjunto digno de nota, na sua densidade e complexidade consegue ser fino e muito elegante, com notas de especiarias (cravinho, pimentas) que pairam no ar, com toque fumado e ligeiro caramelo a acalmarem. O segundo plano mostra-se com ligeira austeridade vegetal, o toque balsâmico presente mistura-se com o fundo mineral, tudo isto em grande envolvência e frescura.
Boca com belíssima estrutura, com corpo a mostrar que tem capacidade para ir muito longe, o tempo vai ser um belo mestre sem dúvida e tempo para aprender é coisa que não lhe falta. Proporções em grande sintonia, tudo em grande nível, fruta bem madura, balsâmico e um final com ligeiro vegetal que vem controlar o balanço entre a secura e a doçura que apresenta. O final é muito longo e bastante especiado, num vinho que marca.

São vinhos como este que nos fazem sonhar, pensar em como estará daqui a 20 anos, que surpresas nos vai guardar... é claramente um gladiador dos tempos modernos, pronto a dominar arenas e cativar públicos por mais exigentes que sejam... dos fracos não reza a história, agora dos grandes, esses tem sempre um lugar marcado, e este é um deles.
18

PS: Prova revista no dia 04-10-2007 com alteração de 19,5 para 18 valores

Adega Coop Borba Syrah

Numa pequena limpeza de garrafeira, escolhi dois syrah da Adega Cooperativa de Borba, das colheitas 2003 e 2004.
Ambos os vinhos já aqui foram provados, se é verdade que estes vinhos quando lançados para o mercado dão uma bela prova, como será que se comportam com a passagem do tempo ?

Adega Coop. Borba Syrah 2003
Castas: 100% Syrah - Estágio: n/indicado -

Tonalidade ruby escuro de média concentração.
Nariz a mostrar um perfil de alguma austeridade inicial, tinta da china e alguma borracha queimada a passar com algum tempo de repouso. Surge logo depois um aroma de fruta muito madura com toque compotado, ligeira marmelada com tudo muito fino e certinho, fumo, especiarias, tabaco e fundo vegetal seco.
Boca com entrada a revelar boa estrutura, sem grande complexidade no mesmo plano que a prova de nariz, fruta com ligeira frescura num todo a mostrar algum desgaste. Tabaco e ligeira secura vegetal aliada a especiaria marcam a restante passagem de boca, com final mediano.

Um vinho que se comparado com o que era quando saiu se mostra algo cansado e desgastado. A prova que proporciona ainda consegue ser agradável, mas mostra-se claramente com sinais que não dura muito mais tempo. A beber o que tiver.
14,5

Adega Coop. Borba Syrah 2004
Castas: 100% Syrah - Estágio: 4 meses em madeira de carvalho francês e americano com 5 meses em garrafa - 14% Vol.

Tonalidade ruby escuro de média concentração.
Nariz de média intensidade, fruta presente com ligeira compota, prontamente suplantada por ligeira austeridade química. Fundo com vegetal em conjunto com especiarias, ligeira frescura com boa presença das notas derivadas da madeira, torrado, baunilha e algum cacau.
Boca com entrada de estrutura média, rasto especiado com toque químico, que em conjunto com ligeira fruta e vegetal se arrasta pelo palato. Médio no que toca a frescura de conjunto, em final médio/baixo.

O meu optimismo leva a dizer que talvez seja uma fase menos boa deste vinho, talvez esteja em revolução e em afinações de conjunto, quando lançado não era assim... revela pois também ele a passagem do tempo.
São muitos talvez para um vinho, que no conjunto se mostrou menos agradável que o 2003.
14

Em jeito de conclusão, são vinhos que ganham claramente se consumidos no primeiro ano de vida, podem sem problemas ser deixados esquecidos na garrafeira, mas neste caso ganham muito pouco. Temos outros exemplos deste produtor que com o passar do tempo ganham claramente em refinamento e complexidade, Trincadeira-Alicante Bouschet.

Campolargo Arinto

Da casa Campolargo saiu da colheita 2003 um Arinto em formato Magnum, seria um vinho que imediatamente iria deixar os apreciadores com os olhos postos neste branco para colheitas futuras. Agora é altura de provar as duas colheitas que sairam depois o 2003 inaugural.
Temos o 2004 bastante aclamado pelos consumidores, neste momento a contar quase com 3 anos de idade, e que em grande medida se espera que o tempo tenho tratado bem dele, como todos os grandes brancos merecem.
Já o 2005 é uma colheita mais recente no mercado, igualmente promissora e que é com alguma curiosidade que se vai provar.

Campolargo Arinto 2004
Castas: 100% Arinto - Estágio: fermentação em carvalho francês durante 6 meses - 13% Vol.

Tonalidade amarelo citrino de boa concentração com ligeiro toque dourado.
Nariz de boa intensidade, fruta bem madura nas vertentes tropical, citrina abraçada a ramalhete de flores brancas de belo efeito. Alguma calda de fruta escorre pelo copo com ponta vegetal que se une a leve mineral, chá com baunilha e toque sumido de tosta.
Boca de muito bom nível, tudo aqui está correcto e sem desalinhar, confirma-se a boca num vinho que se mostra capaz de agradar ao mais incauto dos provadores, as notas de fruta integram-se com baunilhas e tosta dando um arredondamento e untuosidade final ao conjunto bastante agradável. A frescura não vira costas ao conjunto e guia-nos durante toda a passagem de boca até um final de boa persistência.

Um vinho de grande nível, o tempo apenas acentuou a sua qualidade, refinou e poliu algumas arestas, um Arinto a conhecer sem dúvida.
16,5

Campolargo Arinto 2005
Castas: 100% Arinto - Estágio: fermentação em carvalho francês durante 6 meses - 13,5% Vol.

Tonalidade amarelo de baixa concentração com toque esverdeado
Nariz a sentir-se menos complexo que a colheita anterior, mas de igual perfil, com a fruta (citrinos e tropical) e alguma fruta de caroço (pêssego) mais fresca, envolto em ligeira baunilha com torrado, mineralidade ligeira abraçada por toque floral.
Boca a mostrar um vinho bem estruturado, com bom corpo, entrosamento entre fruta e madeira, com a frescura a cumprir o papel que seria de esperar. Mineral joga com alguma calda de fruta no segundo plano, que se arrasta para um travo vegetal.

Não se mostrando com o mesmo nível, quer de estrutura, quer de complexidade que a colheita de 2004, este Arinto 2005 não deixa de ser um belíssimo exemplar do que a casta Arinto pode proporcionar.
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Mateus Rosé Aragonês 2006

Depois de um Mateus Rosé Tempranillo 2004, feito em Valência com um Taste of Spain, eis que surge agora o novo Mateus Rosé Aragonês 2006, numa versão regional Beiras.
Se a versão simples de Mateus Rosé já de si é campeão de vendas, e um caso sério de consistência ano após ano, esta novidade não se fica muito atrás e promete ser campeão de vendas este Verão.

Mateus Rosé Aragonês 2006
Castas: 100% Aragonês - Estágio: n/indicado - 10,5% Vol.

Tonalidade rosada de tonalidade salmão
Nariz jovem, fresco e com a fruta em belo destaque, floral ligeiro num conjunto simples, directo e bem disposto.
Boca com entrada ligeira e tudo muito bem arranjado, fino, frutado, acidez dá boa frescura ao conjunto que se mostra muito ligeiro de concentração com leve sensação adocicada, final de boca que se mostra correcto.

Temos um rosé feito para agradar, tudo no seu sítio, sem grandes complexidades, companheiro de Verão com um preço convidativo a rondar os 3,5€ em grande superfície.
14

13 julho 2007

VINUM CALLIPOLE 2007 - O dia depois...

Foi no passado dia 7 de Julho que se realizou em Vila Viçosa o evento de nome Vinum Callipole.

O local escolhido foi o Convento dos Capuchos em Vila Viçosa, mais propriamente nos seus claustros, onde 15 produtores ( Herdade das Servas, Ervideira, Cortes de Cima, Herdade da Malhadinha Nova, Herdade do Portocarro, Alves de Sousa, Azamor Wines, Adega Cooperativa de Borba, Vinhos Dona Berta, Álvaro de Castro, Bago de Touriga, Quinta da Lagoalva, Vinhos Dona Maria, Comenda Grande e Herdade de São Miguel) puderam mostrar os actuais vinhos no mercado e mesmo algumas surpresas. Agradeço também a presença do representante comercial da Schott Zwiesel.

Sempre tivemos uma prova de uvas, bem fresquinhas por sinal
Vários locais deram voz ao Vinum Callipole 2007: Nova Crítica, Clube Optimus Vinhos, Marinadas, Vinho da Casa, Vinho a Copo, Saca a Rolha e até mesmo no jornal regional Brados do Alentejo, de Estremoz.

A verdade é que mais expositores não cabiam, não por minha vontade mas por limitações de espaço. O calor alentejano fez-se sentir nas primeiras horas, com a sorte de sermos bafejados com uma ligeira brisa que refrescava, por momentos, todo o espaço, afinal de contas nunca tive conhecimento que um Convento fosse um local quente.
Um dos principais objectivos deste encontro foi cumprido, trazer produtores de outras zonas ao Alentejo, mostrar que temos muitos e bons vinhos no resto de Portugal e dar a conhecer esses mesmos vinhos aos consumidores do Alentejo, e a todos os visitantes.

Com o gelo quanto baste, os vinhos foram tomando as temperaturas correctas e puderam começar a ser degustados a temperaturas bem mais aliciantes. Os primeiros vinhos a serem provados foram os rosés e os brancos (a temperatura era convidativa) e mais para o final da tarde os tintos foram reis e senhores.
Foi bastante reconfortante ver toda a gente de sorriso na cara, amigos que se reencontravam, produtores bem dispostos, caras bonitas, vinhos em grande forma...

Decorreu entretanto, contando com a ajuda do meu amigo Paulo Silva, uma pequena prova especial intitulada a Volta ao Mundo num Copo de Branco. O local escolhido para a prova foi uma das magníficas salas do convento, gentilmente cedida pelo seu Reitor, Padre Mário Tavares, e onde se juntaram 12 provadores.

Luís Ferreira (Winept) dá a sua opinião sobre um vinho
A prova foi cega e os vinhos foram servidos dois a dois. Terminada a prova de cada par, cada provador deu a sua opinião, foram colocadas questões sobre cada um e no final os vinhos foram descobertos. Os meus escolhidos ficam em bold

JM 2006
Sirius 2006
Redoma 2006
Tiara 2006
Redoma Reserva 2006
Projectos Riesling 2006
Gaja Ross Bass 2003
Torres Milmanda 2004 (excluido com TCA )
Hugel Gewurztraminer 2005
Quinta do Ameal Escolha 2001
Hotel do Buçaco 2001
Cape Mentelle 2004
Beringer Fumé Blanc 2004
Schloss Gobelsburg Gruner Veltliner Steinsetz 2006
Amantis Branco 2006 (Amostra)
Conceito 2006
Secret Stone 2005
Herdade dos Grous 2006
Malhadinha 2006

O Vinum Callipole acabou num jantar convívio, onde a gastronomia típica Alentejana fez as honras da casa. Foram servidos alguns vinhos, gentilmente cedidos pelos produtores presentes, e ainda surgiram algumas surpresas bem agradáveis pelo meio.
No final do jantar foi feito um leilão de vinhos, com o valor apurado a reverter a favor do Seminário de S. José de Vila Viçosa.


Dos poucos vinhos que tive a oportunidade de provar, destacaram-se os seguintes:
AdegaBorba.Pt Rosé 2006
Alves Sousa Reserva Pessoal Branco 2003
Dona Maria Branco 2006
Quinta da Pellada Primus Reserva Branco 2006
Quinta de Saes Reserva Branco 2006
Herdade das Servas Syrah 2005 (amostra)
Momentos Douro 2004
Dona Berta Rabigato Reserva 2006
e um Cavalo Maluco, quem sabe Lusitano, ainda por domesticar que andava perdido pela Herdade do Portocarro.


Foto tirada por: José Cartaxo
Os vinhos do jantar que mais gostei:
Domaine de Pegau Cuvee Reserve 2004
Batuta 2003 em Double Magnum
Niepoort Vintage 2005
Niepoort Colheita 1991

Queria agradecer a todos os produtores presentes, à presença da Schott Zwiesel, a toda a equipa de colaboradores que me ajudaram a levantar este evento em Vila Viçosa, quero dar os meus agradecimentos ao meu Amigo Paulo Silva e à sua namorada por todo o apoio e ajuda que me deram (fotos incluidas), ao Sr. Padre Mário que cedeu todas as infraestruturas e apoiou desde o inicio esta iniciativa, queria deixar nota de agradecimento à UVA Portugal, à Tasca do Joel Gourmet e ao Sr. Dirk Niepoort pelo apoio que foi dado tanto para a prova de brancos como para o jantar.

Agradeço também a todos aqueles que estiveram presentes, e desde já fica a promessa que para o ano cá estaremos com o VINUM CALLIPOLE 2008, num espaço maior mas de igual beleza, mais produtores, mais vinhos e menos calor.


Foto tirada por: José Cartaxo

Obrigado e até para o ano...

Altas Quintas Crescendo 2005

Depois do êxito que foi a entrada no mercado no produtor Altas Quintas, com o Altas Quintas 2004 e o Altas Quintas Reserva 2004, eis que surgem dois novos vinhos desta casa situada na Serra de São Mamede bem perto de Portalegre.

Altas Quintas Crescendo 2005
Castas: Aragonez e Trincadeira - Estágio: 12 meses barrica carvalho francês e americano - 14% Vol.

Tonalidade granada escuro de média concentração.
Nariz com aroma de boa intensidade, fruta negra e vermelha bem madura em parceria com ligeiro toque vegetal da Trincadeira. Tudo isto se envolve em notas derivadas pela passagem pela madeira, especiaria à cabeça com cacau, caramelo e ligeira tosta da madeira. No fundo passa uma brisa balsâmica a dar frescura a este conjunto que se mostra correcto, bastante apelativo e acertado.
Boca com entrada bem estruturada, continua na onda afinada que mostrou na prova de nariz, tudo bem delineado, travo de frescura, especiaria ligeira com fruta bem delineada. Mostra ligeira secura no final de persistência média.

É mais um vinho a ter em conta, a mostrar bem o cunho da casa Altas Quintas, um vinho muito bem feito e a dar uma prova muito agradável de momento.
15,5

Altas Quintas Crescendo Rosé 2006

Depois do êxito que foi a entrada no mercado no produtor Altas Quintas, com o Altas Quintas 2004 e o Altas Quintas Reserva 2004, eis que surgem dois novos vinhos desta casa situada na Serra de São Mamede bem perto de Portalegre.

Altas Quintas Crescendo Rosé 2006
Castas: Aragonez - Estágio: a destacar a maturação de 5 meses - 13,5% Vol.

Tonalidade salmão com rebordo rosado.
Nariz de intensidade média, muito fresco e com fruta vermelha madura bem presente, tudo isto aliado a uma envolvência a lembrar torrefactos, com destaque para ligeiro toque fumado, caramelo de leite e café creme. Mostra ainda em segundo plano um toque floral que se mostra algo fugaz a par de um toque vegetal de mesmo efeito.
Boca de entrada média ao fruto bem maduro, mostra-se equilibrado nas suas vertentes, frescura patente na passagem de boca com alguma elegância em final médio com recordação de tosta.

Um rosé diferente, sóbrio e bem conseguido, com preço a rondar os 8€ numa grande superfície comercial.
15

07 julho 2007

VINUM CALLIPOLE 2007

Numa iniciativa d´ O Copo de 3, decorrerá no próximo dia 7 de Julho, nos Claustros do Convento dos Capuchos, em Vila Viçosa, o evento Vinum Callipole 2007, com a participação de alguns produtores de vinho, a nível nacional.

Lista de produtores presentes: Herdade das Servas, Ervideira, Cortes de Cima, Herdade da Malhadinha Nova, Herdade do Portocarro, Alves de Sousa, Azamor Wines, Adega Cooperativa de Borba, Vinhos Dona Berta, Álvaro de Castro, Bago de Touriga, Quinta da Lagoalva, Vinhos Dona Maria, Comenda Grande e Herdade de São Miguel.

Um evento em que poderá provar o que de melhor eles têm para nos oferecer, assim como, e de um modo informal, falar com produtores, enólogos e responsáveis, sobre os vinhos presentes, o que têm no mercado e as novidades que estão para aparecer.

Claustros do Convento dos Capuchos, uma atmosfera calma e relaxante


VINUM CALLIPOLE – 2007


7 Julho | 16h – 20h00

Claustros do Convento dos Capuchos Vila Viçosa

Entrada: 5 €
Copo Schott Din Sensus incluído


Linha de Informação: 967 344 226

copo_de_3@hotmail.com (reserva de entradas)
www.copod3.blogspot.com

Nota: as entradas são limitadas, aconselha-se a reserva com antecedência.

02 julho 2007

Chateau Peyroutas Saint-Emilion Grand Cru 2000

Antes de dar a conhecer este vinho, convém explicar para os mais distraidos que este é um vinho proveniente da região Francesa de Bordéus.
Esta região divide-se em várias outras zonas, Graves, Médoc, Saint-Émilion... onde na categoria principal se inserem os vinhos de Appelation Contrôlée (equivalente ao DOC em Portugal) e foi implementada para prevenir as fraudes, estipulando as castas que podem ser cultivadas, qual a quantidade de produção e como deve ser produzido e maturado o vinho.
Neste caso estamos presente um vinho de Saint-Émilion, região que classifica a qualidade dos seus vinhos como Premier Grand Cru Classé, Grand Cru Classé e Grand Cru.
Olhando o rótulo podemos então saber toda a informação sobre este vinho, zona, ano, classificação no que toca à sua qualidade...

Chateau Peyroutas Saint-Emilion Grand Cru 2000
Castas: - Estágio: n/indicado - 13% Vol.

Tonalidade ruby escuro de média concentração.
Nariz com aroma de mediana intensidade, fruta vermelha e negra bem presentes, frescura patente com especiarias, ligeira geleia e algum couro, a baunilha é fina e muito bem casada com todo o conjunto. Num todo que não se mostrar de grandes complexidades ou mesmo concentrações temos uma sensação de um vinho fino e equilibrado mas a que lhe falta algo mais. Mostra componente vegetal em sintonia com balsâmico no segundo plano com notas fumadas em final.
Boca com boa entrada, leve e arredondado, frescura suave percorre o palato, fruta com ligeiro toque vegetal, lembra quando se morde um morango maduro com a parte verde incluida. Ligeiro de conjunto, mostra-se apesar de tudo agradável.

Temos um vinho que se mostrou diferente, mas não é por ser diferente que obriga a ser melhor ou pior, neste caso não despertou grande entusiasmo, pode não ter sido uma experiência que nos leve a ter noção do real valor de um Grand Cru de Saint-Emilion, este exemplar custou 2,90€ e foi mais a curiosidade que outra coisa.
14
 
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