Copo de 3: Guarda Rios 2006

17 Maio 2008

Guarda Rios 2006

O guarda-rios-comum, guarda-rios-europeu, martim-pescador ou pica-peixe (Alcedo atthis) tem uma larga distribuição em toda Eurásia e África.
Os guarda-rios são aves de pequeno a médio porte (10 a 46 cm de comprimento), de plumagem colorida e pescoço curto, com cabeça relativamente grande em relação ao corpo e um bico longo e robusto. As asas são arredondadas e a cauda é curta na maioria das espécies. As patas são pequenas e sindáctilas com os dedos frontais fundidos. No adulto, o bico e as patas são bastante coloridos, normalmente em tons de encarnado, laranja ou amarelo. A plumagem é exuberante com frequência de cores azuis ou verdes, vive principalmente ao longo de corpos de água.
O IUCN lista 24 espécies de guarda-rios como vulneráveis ou em perigo e não ocorreu nenhuma extinção recente dentro do grupo. Estas aves são no entanto ameaçadas pela redução de habitat, poluição dos rios e envenenamentos por pesticidas.

Surge então um novo e promissor projecto em Vila Chã de Ourique, Vale d´Algares, inserido na Região Ribatejo e Sub-Região do Cartaxo, contando com uma área de 31ha, distribuidos por duas quintas (Vale d´Algares e Quinta da Faia).
No ano de 2003/2004 plantou-se a vinha, com a construção da adega a começar em 2004 e com a primeira vindima a ser realizada em 2006.
Da gama deste produtor faz parte um branco 100% Viognier que ostenta o nome da casa tal como um Colheita Tardia que vale a pena seguir bem de perto, sendo que em prova de momento está o tinto da gama premium que dá pelo nome de Guarda Rios, existindo também na versão branco e rosé.

Guarda Rios 2006
Castas: Syrah (50%), Touriga Nacional (20%), Aragonês (15%), Merlot (15%) - Estágio: 9 meses barrica novas carvalho francês mais 6 meses em garrafa - 14% Vol.

Tonalidade ruby escuro de concentração média/alta.

Nariz com aroma de intensidade média, vacilante entre o vegetal e os derivados da madeira por onde passou, com frescura a servir de pedra basilar de todo o conjunto. Fruta vermelha muito madura com ligeira compota presente, cacau, especiarias e torrados marcam presença, abrindo com tempo para aromas balsâmicos ligeiros e toque de manjerona.

Boca de entrada bem fresca, com estrutura mediana, vegetal e madeira de fundo a contrabalançar com todo o restante conjunto. A fruta vermelha com o toque de compota aparece novamente, banhada por especiarias. Taninos algo soltos num vinho que tem espacialidade média, correcto e bem feito, com final de boca de persistência mediana.

Um vinho que se confirma como uma bela entrada no mercado por parte deste novo produtor. A qualidade está presente, bem acima da média para o que a região nos acostumou apesar de se enquadrar dentro do perfil de tantos outros que podemos encontrar na mesma fasquia de preço. Preço a situar-se na volta dos 12€ num vinho que vai ainda afinar um pouco mais em cave.
15,5

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