Copo de 3: Esporão 2007 1º Prémio da Confraria dos Enófilos do Alentejo

12 Outubro 2009

Esporão 2007 1º Prémio da Confraria dos Enófilos do Alentejo

Foi a convite feito pelo Esporão, S.A. , que assisti no passado dia 10 de Outubro, na Herdade do Esporão, ao lançamento oficial do vinho 1º Prémio da Confraria dos Enófilos do Alentejo 2007. Este mesmo prémio surge no Alentejo pelas mãos da prestigiada Confraria dos Enófilos do Alentejo, vai para 18 anos, e coloca à prova os melhores vinhos desta região, sendo praticamente todos os vinhos premiados objectos de colecção. Posso adiantar que não foram muitos, os produtores do Alentejo a conseguirem atingir três primeiros prémios neste prestigiado concurso, ao qual se atribui a Talha de Ouro. Entre os grandes vencedores encontra-se como seria de esperar a Herdade do Esporão, que conta com três destes primeiros prémios, o primeiro a ser atribuído na colheita de 1998, e o segundo em 2000, e novamente na colheita de 2007 a especificidade de um abençoado vinho falou mais alto.
Para enaltecer a criatividade que coloca na feitura dos seus vinhos, o Esporão convidou a artista plástica portuguesa Ana Jotta para criar uma obra exclusiva que desse corpo a este vinho premiado. Foram criados dois rótulos que são alternados entre a caixa e o rótulo, itens de colecção, mantendo-se a singularidade do vinho. Os desenhos feitos a lápis de carvão, foram inspirados nos primeiros rótulos da marca Esporão, tendo sido recriadas duas situações humorísticas em torno dos vinhos. Foram criadas duas edições exclusivas e produzidas 3.000 garrafas de cada, que estarão à venda nas melhores garrafeiras por um preço a rondar os 39,00€.

Esporão 2007 1º Prémio da Confraria dos Enófilos do Alentejo
Castas: Alicante Bouschet, Touriga Nacional, Touriga Franca e Syrah - Estágio: barricas de carvalho americano durante 6 meses - 15% Vol.

Tonalidade ruby escuro de concentração média/alta.

Nariz de boa intensidade, mostra-se fresco e ao mesmo tempo dá sinais de uma madeira ainda a caminho do completo entrosamento com o restante conjunto. É com frutos pretos e alguns vermelhos (mirtilo, amora, cereja) bem frescos e sumarentos que somos brindados inicialmente, um aroma frutado que não cai naquela toada morna que tantas vezes enjoamos, aqui encontra-se fruta fresca de qualidade, com toque de ligeira compota. A madeira contribui como trave mestra de todo o conjunto, toque balsâmico, baunilha, especiaria (pimenta preta, cravinho), folha seca de tabaco, um ou outro apontamento de tosta , a deixarem revelar desde já um bouquet com alguma riqueza em detalhes que com mais tempo pela frente se irá compor.

Boca com entrada fresca e a mostrar alguma garra, fruta limpa e bem madura a marcar o primeiro contacto, novamente ao nível do encontrado a quando da prova de nariz, complementando-se muito bem neste aspecto. Espacialidade média/alta, a madeira em conjunto com especiarias, tosta, chocolate de leite, doce de amora preta e secura vegetal, são bafejadas por uma acidez bem presente e refrescante, com final de boca de persistência média/alta. Apresenta uma ligeira austeridade que não chega a incomodar, mas indica que ainda deve/pode permanecer em garrafa por mais uns tempos/anos.

Desde que o cheirei, mal se abriu a garrafa, a curiosidade em saber o que dali poderia surgir fazia rodopiar aromas e sensações na minha cabeça. Servido o copo, dei com um vinho que apesar de proporcionar uma belíssima prova de momento, é com mais tempo que vai poder mostrar tudo o que de bom tem para oferecer, e é bastante. Gostei essencialmente do entendimento entre madeira/fruta/acidez que apresenta durante toda a prova, os seus 15% pouco ou nada se fazem notar. Mesmo com tempo de copo e algo mais de temperatura o vinho mantém-se em pleno com uma boa acidez, não se desmorona ou em algum momento satura quem o bebe. 18

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