Copo de 3: Bodegas Jiménez-Landi

04 Novembro 2009

Bodegas Jiménez-Landi

Numa infinita vontade em tentar encontrar algo de diferente neste mundo dos vinhos, gosto de vasculhar o que se vai fazendo não só dentro de portas, mas também lá por fora. Sou da opinião que ficar resumido apenas e só ao produto nacional é um acto de puro egocentrismo enófilo que nenhum apreciador que se preze deverá adoptar.
Quem sabe, poderá ser este o começo de uma nova abordagem, uma maior e mais detalhada aproximação aos vinhos de Espanha, um abrir de olhos para novos caminhos para todos aqueles que aqui costumam vir. Irei por isso mesmo falar de alguns produtores que têm vindo a aparecer do lado de lá da fronteira, produtores que eu tenho seguido direi até em algum silêncio e que por factores como a qualidade e a identidade, merecem a meu ver, um digno destaque aqui no Copo de 3.

Uma das surpresas de que falo são as Bodegas Jiménez-Landi, uma pequena adega familiar situada em Méntrida, terra de ampla história vitivinícola que dá nome à denominação de origem do noroeste da província de Toledo. A D.O. Méntrida onde a Garnacha é rainha, é caracterizada pelos solos arenosos de origem granítica, ácidos e pobres em matéria orgânica. Com um clima continental mediterrâneo extremo, longos e frios Invernos, embora protegidos dos ventos frios do norte e do oeste pela barreira montanhosa de Gredos. O Verão é quente e com baixa precipitação, cerca de 350 mm. anuais, concentrados no Outono e na Primavera.

Bodegas Jimenez-Landi, é um recente projecto familiar que arrancou em 2004, conduzido por dois primos; José Benavides Jiménez - Landi (gerente) e Daniel Gómez Jiménez - Landi (enólogo), com o objectivo de elaborar vinhos com base numa filosofia de respeito pelo meio ambiente, tradição e equilíbrio com o que nos rodeia. Esta mesma convicção de que a natureza oferece o que tem de melhor quando se cultiva com respeito, faz com que nas 3 propriedades que fazem parte deste projecto, se trabalhe o vinhedo ecológico com as "armas" da biodinâmica. Segundo os responsáveis, desta maneira os resultados obtidos, expressam as características do solo, do clima, da terra e do céu.
E pode-se afirmar que os resultados não tardaram em aparecer, com o "Sotorrondero" e o "Piélago", vinhos elegantes e minerais, a conquistarem a crítica nacional e internacional, e mais recentemente com os topos de gama de reduzida produção com 2.000 garrafas o "El fin del mundo" e 200 garrafas de "Cantos del Diablo".

Tive a oportunidade de provar os novos Sotorrondero e Piélago, ambos da colheita 2007, e o Selección 2005. As notas de prova vão ser colocadas em separado e posteriormente colocarei aqui o link e um breve resumo das mesmas.

Bodegas Jiménez-Landi Selección 2005
Bodegas Jiménez-Landi Sotorrondero 2007
Bodegas Jiménez-Landi Piélago 2007

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