Copo de 3: Julho 2009

19 julho 2009

Conventual Reserva branco 2007

Já não me chegam os dedos das mãos para contar os belíssimos momentos que me proporcionaram e ainda proporcionam os vinhos da zona de Portalegre, com especial destaque neste caso para afamado tinto Portalegre, da Adega Cooperativa de Portalegre. Esses mesmos tintos que tive oportunidade de provar recentemente em prova vertical, onde se destacaram colheitas como as de 95 ou 97, a que o tempo de guarda só tem vindo a fazer maravilhas.
Mas aqui o assunto é outro, falamos neste caso de uma "recente" aposta da Cooperativa, o Conventual Reserva que nesta prova se veste de branco.
Como pequena nota informativa, um pequeno detalhe que não custa nada constar da ficha do vinho e que ajudaria a dar a conhecer o rico património que temos em Portugal, pois a saber que Portalegre era e é conhecida como a cidade dos sete conventos, e que no rótulo deste vinho está representado o Convento de São Bernardo (ver foto).

Conventual Reserva branco 2007
Castas: Fernão Pires, Arinto e Roupeiro - Estágio: inox - 13,5% Vol.


Tonalidade amarelo citrino de rebordo esverdeado.

Nariz com aroma de mediana intensidade, a fruta que inunda o aroma é de família citrina, alguma de polpa branca e uma ou outra tropical, grande parte bem madura e outra parte ainda verde. Do verde lembra alguns toques vegetais frescos e outros secos, como na serra, talos, ervas, e raminho de flores brancas que se misturam no segundo plano com toques fumados, e alguma pederneira.

Boca
de entrada fresca e a evidenciar uma boa harmonia de conjunto, embora sem grande espacialidade, marcado pela presença da fruta madura (aqui com mistura de citrinos e fruta de polpa branca), no seguimento da prova de nariz com toque fumado e final de cariz mineral.

No seu todo revelou-se um vinho afinado e com alguma frescura, a fruta aparece mas sem grande peso e num nível mediano quer na sua presença, quer na complexidade que apresenta. Por tudo isto fica entendido que não pode aspirar a voos mais altos a nível da nota final. Um vinho que se perfila como uma opção muito séria para o consumo do dia a dia, com uma produção total de 12.000 garrafas, com preço a rondar os 6€ por garrafa.
15,5

La Guita Manzanilla

Sem muitas demoras na apresentação que o vinho em causa não gosta de esperar, pois está na sua natureza que mostre toda a sua riqueza nos quatro primeiros meses depois de lançar para o mercado. Aviso feito, resta deixar uma breve nota introdutória sobre as Bodegas de Hijos de Rainera Pérez Marín, situadas em Sanlúcar de Barrameda, cidade que faz parte do aqui já falado "Marco de Jerez".

Fundada por D. Domingo Pérez Marín em 1852, o edifício que já foi Hospital e morada de um santo (San Juan Grande), foi reconvertido entre os anos 1867/1868 na adega que produz nos dias que correm a Manzanilla La Guita.
O nome La Guita surgiu através do seu fundador, que perguntava a quem lhe queria comprar vinho, se tinha "guita", que além de cordel também é sinónimo de dinheiro. Foi assim que se começou a chamar aquele local, a bodega de "La Guita", com a marca a ser registada em 1908, onde posteriormente para reafirmar a marca se incluiu um pedaço de guita na garrafa.
Em 1917 passou a chamar-se "Rainera Pérez Marín" e em 1928 "Hijos de Rainera Pérez Marín", nome que se mantém até aos nossos dias.

Em 1985, esta que é a única bodega do Marco de Jerez dedicada ao envelhecimento, engarrafamento e comercialização de um só vinho generoso: La Guita, mudou de mãos para os actuais proprietários, contando naquele ano com um total de 600 botas (barrica para Jerez com capacidade de 516 litros). Nesse mesmo ano de compra, por decisão dos novos donos, o perfil do vinho foi mudado de Manzanilla Pasada para Manzanilla Ligera, tornando assim o vinho mais ao gosto do consuidor actual, sem que o vinho em causa perdesse subtileza e elegância, o que até veio a ganhar.
Hoje em dia têm ao seu dispor mais de 20.000 botas para La Guita, distribuídas por 3 adegas, Bodega Misericordia ( exclusiva para o envelhecimento de La Guita), Bodega Pago de Miraflores (onde se elabora o La Guita) e Bodega Pago Sanlúcar Viejo.

La Guita - Manzanilla
Castas:
100% Palomino Fino - Estágio: Mais de 3 anos em botas de carvalho americano. 10 Criaderas e 1 Solera - 15% Vol.

Tonalidade amarelo citrino com toque ligeiro dourado.

Nariz a mostrar um conjunto fresco e limpo de aromas, dando quase uma sensação de pureza e ao mesmo tempo delicadeza naquilo que mostra, e não é assim tão pouco. Um vinho embrenhado num aroma tão peculiar e característico, aquele travo a recordar fermento/levedura, proveniente da "crianza biológica". Depois disto o que encontramos, são frutos secos (amêndoa), ligeira fruta em calda e um toque floral muito ténue, com o fundo a ser dominado por um aroma mineral a fazer lembrar o sal marinho.

Boca a mostrar-se com ligeireza/delicadeza de corpo, sintonia perfeita com o nariz e como que dominado a meio por um ataque de salinidade e frutos secos, acidez presente a proporcionar uma frescura que envolve toda a passagem de boca, onde por vezes se fazem sentir os ditos aromas da levedura, em final seco e de persistência larga.

A "saca" deste vinho data de Fevereiro de 2009, e a nota de prova é do final de Junho, podendo neste momento o vinho mostrar uma ligeira diferença ao que aqui foi dito.
Há quem aprecie as Manzanillas já com um tempo valente em garafa, direi que o vinho ganha outros contornos que não apresanta enquanto novo, diga-se que outros encantos apoiados numa oxidação e seus respecivos atributos. Sobre este tipo de Manzanilla irei escrever mais para a frente.
Entenda-se que este não é um vinho de fácil abordagem e será até natural que se lhe torça o nariz à primeira impressão. Essencialmente para quem nunca provou é necessário uma abordagem de espirito aberto e estar preparado para um estilo de vinho único e que atinge patamares de qualidades invejáveis por tão baixo preço, custou no Corte Ingles em Espanha cerca de 6€. 16

17 julho 2009

Reguengos Reserva branco 2008

Na incessante procura de vinhos que nos satisfaçam no consumo do dia a dia, a que alguns apelidam de vinhos de combate, por vezes ficamos contentes com os "achados" que fazemos.
Ficamos com aquele sorriso parvo e a pensar "é isto mesmo que andava à procura" e ligamos aos amigos para irem a correr comprar, que o vinho até vale bem a pena, e é a loucura desenfreada do corre corre e do falatório aqui e ali, e repetimos uma e outra vez ao amigo se já conhece aquele vinho que provámos e achamos mesmo que vale a pena.
E o preço então é o melhor da festa, ronda os 3,99€, sim que nem todos têm fundos suficientes para andar a tirar rolhas de vinhos a 20€, para beber um copito a acompanhar a lasanha enquanto dá aquele programa do Soltem a Parede...
O vinho que proponho é um branco do Alentejo, produzido em Reguengos de Monsaraz pela Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz, a antiga C.A.R.M. que passou a CARMIM, e trata-se da colheita 2008 do Reguengos Reserva branco.

Reguengos Reserva branco 2008
Castas: Arinto e Antão Vaz - Estágio: inox e barrica - 13% Vol.

Tonalidade amarelo citrino de concentração média.

Nariz a mostrar que apesar de forma suave, mostra-nos a madeira por onde esteve em banhos. Tudo muito redondo e apetecível, com a fruta a mostrar-se fresca e bem madura, em ligeira aragem tropical a lembrar por vezes uma pina-colada onde o coco se mistura com o ananás, e citrinos a complementarem o conjunto ao lado de vegetal fresco, com algumas flores pelo caminho, num todo que melhorando um pouco com algum tempo no copo.

Boca com entrada focada na fruta a mostrar uma ligeira untuosidade colocada pela madeira, afinado, arredondado e macio, mas sempre com uma acidez que lhe confere uma boa dose de frescura ao conjunto. Em espacialidade média, pelo meio mostra ainda algum vegetal, a tal parte floral (flores brancas) mostra-se também ainda que de forma ligeira, com final de persistência média.

Não será o típico vinho de Verão, apresentado umas notas de madeira que o aconchegam um pouco mais e lhe dão vocação para pratos de peixe no forno por exemplo. Com uma qualidade um pouco acima da média, é um vinho que custa no Pingo Doce , os tais 3,99€ acima referidos, tornando-se uma compra bem apetecível e que irá porventura melhorar um pouco mais, casando melhor ainda a barrica com a fruta. 15,5

15 julho 2009

Casa do Arrabalde branco 2008

Casa do Arrabalde branco 2008
Castas: Avesso, Alvarinho e Arinto - Estágio: cubas inox - 12% Vol.

Tonalidade amarelo citrino de concentração média/baixa.

Nariz com intensidade mediana, fruta bem madura e sumarenta a mostrar-se bem presente durante toda a prova (pêra,banana, citrinos, ananás). Um conjunto que se mostra coeso e fresco, complementando-se em segundo plano com toque vegetal fresco aliado a um aroma floral (flores brancas) e mineralidade a dominar em plano de fundo.

Boca a mostrar um vinho de corpo arredondado e de espacialidade mediana, conduzido por uma acidez bastante presente durante toda a prova. No seu todo é um vinho coeso, que mostra uma boa harmonia de conjunto, complementando-se com o que parece ser uma leve sensação de calda de fruta com o aumentar da temperatura de serviço, em final de boca de persistência média.

Será certamente uma nota de prova bastante parecida com a que foi feita para o Casa do Arrabalde 2007, mas lado a lado as diferenças não são assim tantas, para que a nota de prova obrigatoriamente tenha de mudar. Notei no entanto que este 2008 se mostra com a fruta mais presente, um pouco mais de frescura e a boca um pouco mais alegre, apesar de se notar um ligeiro açúcar residual, prontamente compensado pela acidez que se faz sentir. Os pequenos detalhes que apresentou a mais em relação à anterior edição, fazem subir em meio valor a nota final. 16

Casa do Arrabalde branco 2007

Casa do Arrabalde branco 2007
Castas: Avesso, Alvarinho e Arinto - Estágio: cubas inox - 13% Vol.

Tonalidade amarelo citrino com ligeiro reflexo dourado.

Nariz de intensidade mediana, a fruta (pêra, maçã, citrinos, ananás) a mostrar-se bem madura com alguma calda presente a dar ligeira sensação de gulodice. Conjunto a mostrar-se fresco e com boa dose de elegância, algum vegetal fresco pelo meio com mineralidade a marcar o fundo, onde parece querer espreitar um ligeiro travo petrolado.

Boca a mostrar um vinho de corpo arredondado e de espacialidade mediana, conduzido por uma acidez bastante presente durante toda a prova. No seu todo é um vinho coeso, que mostra uma boa harmonia de conjunto, complementando-se com o que parece ser uma leve sensação de calda de fruta com o aumentar da temperatura de serviço, em final de boca de persistência média.

Um branco que se revelou como uma boa surpresa e que recomendo vivamente para este Verão, com um preço sensato a rondar os 6€. Acompanhou juntamente com a versão de 2008, uma paelha de lagostins.
15,5

01 julho 2009

Independent Winegrowers´ Association - Prova de Vinhos

A Independent Winegrowers' Association (IWA) realizou no passado dia 2 de Junho, no Hotel Ritz Four Seasons, a segunda prova de vinhos para a imprensa, realizada em Portugal.
Estamos perante um projecto sólido, que nasceu pela necessidade imperiosa de criar agrupamentos de empresas do sector vitivinícola que assegurem de forma mais eficaz a promoção conjunta dos seus produtos.
O alto standard de qualidade, a elevada consciência ambiental, uma produção totalmente vertical, reuniu na mesma iniciativa as empresas Casa de Cello, Domingos Alves de Sousa, Luís Pato, Quinta do Ameal, Quinta da Covela, e Quinta dos Roques. Trata-se de um Special Interest Group onde os membros participam em acções conjuntas mantendo a sua autonomia empresarial ou comercial.

Apresento algumas breves notas sobre alguns dos vinhos que tive a oportunidade de provar:

Casa de Cello

Quinta de San Joanne Espumante Reserva 2002
Lote de Arinto com Avesso, mostrando bolha fina com aroma a mostrar alguma complexidade, avelã, vegetal seco, torradas, algum mineral, tendo sinais de alguma oxidação. Boca de boa persistência com corpo consistente e equilíbrio no vai não vai, onde um sabor a limão envelhecido se destaca, com delicada sensação de cremosidade e frescura. Deu melhor prova no ano passado, é beber o que se tenha e esperar nova colheita. 15 - 15,5

Quinta de San Joanne Superior 2007
Alvarinho e Malvasia Fina, perfazem o lote do topo de gama dos brancos desta casa, contrariamente ao que seria de esperar encontro sempre neste vinho um conjunto pouco expressivo naquilo que seria de esperar, fruta madura com toques minerais suaves, e ligeira hortelã assim esbatida em fundo. Incompatibilidades quem sabe, mas são já bastantes garrafas bebidas e provadas a confirmar uma e outra vez a mesma sensação. 15,5 - 16

Quinta de San Joanne Vinho Verde 2008
Avesso e Loureiro, conjunto onde se sente mais a segunda casta, frescura com notas a lembrar chá branco, citrinos, tropical e floral/vegetal com mineralidade. Na boca tem acidez bem presente dando boa dose de frescura na boca, mediana espacialidade, citrinos bem presentes. 15 - 15,5

Quinta de San Joanne Escolha 2004
Avesso, Alvarinho e Chardonnay, fazem um vinho que se apresenta com ligeiro toque petrolado, fruto de evolução positiva em garrafa, capaz de mostrar ainda vida na fruta madura (tropical, citrino) que apresenta, floral e mineralidade. Boca prazenteira, com macieza e acidez mais domada, em corpo mediano. 15,5 - 16

Porta Fronha 2006
Tinta Roriz com Touriga Nacional, sem muita complexidade, apresenta aroma de licor de groselha com alguma cereja, frescura de aroma com compotas e violetas. Boca de concentração média /baixa, perfil frutado e com ligeira secura vegetal. 14,5 - 15

Quinta da Vegia 2006
Tinta Roriz com Touriga Nacional, onde se destaca a fruta madura que jorra por todo o lado, a par de notas florais que ajudam a perfumar o copo, mas com uma madeira a aconchegar de forma suave todo o conjunto, embora de mediana complexidade. Um vinho com a sua dose de complexidade mas sempre fresco, elegante e com algum sedução à mistura. 15,5 - 16

Quinta da Vegia Reserva 2006
Touriga Nacional com Tinta Roriz, Um vinho pleno de harmonia, entre fruta e madeira, não consegue esconder os seus encantos, conjuga madeiras e fruta de uma forma muito própria, com a volúpia das notas florais da Touriga Nacional que predomina no lote, sempre guiado com frescura bem por perto. É um daqueles vinhos que se pode apelidar de sedutor, muito elegante quer a nível do conjunto aromático ou na prova de boca. A não perder. 16,5 - 17

Alves de Sousa

Branco da Gaivosa Reserva 2007
É a segunda colheita deste branco, mostra-se bem melhor que a primeira colheita, com o ano e algumas orientações de adega que teve, para melhor, também a darem uma ajuda significativa. Apresenta-se digamos que guloso, cativante, simpático, a fruta madura e fresca envolvida naqueles toques derivados da madeira mas sem excesso. Depois é dizer o que se cheira e sabe, untuosidade, flor de esteva e anis, relva cortada e o pêssego, alia uma mineralidade que se comporta lindamente com as leves nota derivadas da madeira por onde passou. Comportamento em boca à altura da prova de nariz. 16 - 16,5

Alves Sousa Reserva Pessoal Branco 2005
É a nova colheita deste peculiar vinho, que me conquistou desde a sua primeira colheita em 2001, ainda falta tempo para sair para o mercado (final do ano), aparece menos glicérico e gordo do que nos acostumou, está bem mais fresco e leve na sua estrutura mas sem perder o carácter e cunho que o liga aos seus antecessores. 16,5 - 17

Quinta da Gaivosa 2005
Um clássico do Douro que já assistiu em colheitas anteriores a um ligeiro refinamenteo do seu perfil, onde antes as uvas eram transformadas em conjunto, agora são separadas por lotes permitindo assim refinar e optimizar a qualidade do produto final. Mineral deambulante por entre a fruta que se sente muito madura e empireumáticos de gabarito, tudo em grande harmonia e encerrando uma belíssima complexidade. Boca ampla mas composta, com ajustamento à prova de nariz. Um vinho com alma Douro. 17,5 - 18

Quinta Vale da Raposa Grande Escolha 2006
Touriga Nacional, Tinto Cão e Sousão, num conjunto com alguma austeridade no seu conjunto, mais uma vez um vinho que pede tempo, a fruta de caroço é madura, cerejas e vegetal com toques de chocolate preto (daquele com elevada percentagem). Boca apresenta ligeira secura vegetal, embora se apresente mais elegante do que a prova de nariz fazia esperar.
16,5-17

Quinta Vale da Raposa Touriga Nacional 2007
Uma Touriga fresca e especiada, mostra-se um pouco menos coeso que em anteriores versões, violetas com a fruta por vezes a parecer entalada pelas estevas do monte, madeira a dar refinamento e toque de alguma complexidade, num conjunto que apresenta ligeira austeridade. 16 - 16,5

Tinto Doce Colheita de Natal 2007
As vinhas velhas foram vindimadas a 21 de Dezembro de 2007, naquele que eu considero o vinho mascote da Alves de Sousa. Pela tonalidade faz lembrar um abafado tinto, com notas de marmelada, flores, alguma fruta em passa (ameixas, tâmaras) e tem um interessante toque de especiaria doce (canela, cravinho) num todo que se mostra acolhedor e bastante tentador, seja na prova que dá em nariz ou em boca. 16,5 - 17

Luís Pato

Vinha Formal 2008
Extreme da casta Bical, boa intensidade com toque vegetal/floral assente em fundo mineral, fruta branca (pêra e maçã). A madeira quase não se dá por ela, numa prova de boca com boa dose de frescura, aliada a uma mineralidade. 16 - 16,5

Quinta do Ribeirinho Pé Franco 2006
De fina e requintada complexidade, madeiras enceradas com aroma de vegetal seco, fumado, mineral, especiado, tem um ligeira sensação de vinagrinho que percorre o final, ligado a um caramelo fundido muito suave. É daqueles vinhos que tem uma personalidade muito prórpia, aliás como se diz, vê-se pelo nariz. De evolução nobre durante toda a prova, finesse na boca, frescura muito sentida e assente em laje de pedra fria e húmida. Prova de boca complementa a prova de nariz na sua plenitude. Um grande vinho com muito muito tempo pela frente. 17,5 - 18

Quinta do Ameal

Quinta do Ameal Loureiro 2008
Um 100% Loureiro de grande frescura ao nível de aromas com claro domínio para as notas vegetais com louro em destaque, erva/relva molhada, fruta ligeira (tangerina e anona com uma incursão no campo do tropical) em fundo mineral. Boca plena de frescura, num conjunto jovem e cheio de vivacidade. 15,5 - 16

Quinta do Ameal Escolha 2007
Já com direito a passagem por madeira, este vinho alia a complexidade e arredondamento proporcionado pela madeira com a jovialidade e frescura da casta Loureiro. A beber agora ou a guardar sem receios, tendo em conta a excelente prova que dá de momento o Escolha 2004 (decanter). 16 - 16,5

Quinta do Ameal Espumante Arinto Bruto 2002
Aroma com notas de alguma evolução, palha e frutos secos, ganhou mais patine, flores e citrinos. Com corpo suficiente para acompanhar um bom peixe no forno. Sempre muito equilibrado e sério, boa intensidade ao nível de nariz e boca. 16 - 16,5

Quinta do Ameal Special Harvest 2007
Um vinho feito de uva da casta Loureiro passificada, com aroma a encerrar uma boa complexidade, notas de açúcar queimado, floral suave com toques de mel e alguma fruta (pêssego) em calda, juntamente com passas (tâmaras) a fruto seco (avelã), sentindo-se um conjunto com alguma frescura. Boca agridoce, alguma frescura que permite desfrutar sem enjoo prematuro, não tão presente em boca como seria de esperar. 16 - 16,5

Quinta da Covela

Covela Escolha branco 2007
Lote de Avesso e Chardonnay, a mostrar-se com boa intensidade, flores, fruta tropical e citrinos,vegetal fresco. A mineralidade é ponto assente no final. Complementa-se na boca, com subtil sensação de cremosidade ao início, espacialidade forrada pela refrescante frescura que apresenta, acabando com secura no final. Vinho de personalidade bem vincada, a descobrir. 16 - 16,5

Covela Colheita Seleccionada 2007
Avesso e Chardonnay, nota-se a barrica por onde se refugiou, resulta um vinho fresco com leve mineral, aliando o vegetal do avesso e a fruta da Chardonnay. Junta a cremosidade da Chardonnay aliada à boa dose de acidez do Avesso, em final de boca com sensações de tosta e alguma untuosidade num todo muito agradável. 15,5 - 16

Covela Escolha Palhete 2007
Muita fruta vermelha com o morango bem presente, sumarento, fresco e apelativo, a rama verde mostra-se a meio caminho com toque floral. Boca com corpo mediano, fresca, de boa presença frutada com plena sintonia com a prova de nariz. 16 - 16,5

Quinta dos Roques

Quinta das Maias Malvasia Fina 2008
100% Malvasia Fina, com aroma floral e muitos citrinos em companhia de um ligeiro arredondamento dado pelos 10% que fermentaram em barrica. Boca com toque docinho, a tal piscadela à cozinha mais oriental, retocada pela acidez limonada em espacialidade mediana. 15 - 15,5

Quinta dos Roques Reserva 2006
Fruta vermelha bem fresca e madura com notas de especiaria, flores e alguns toques a lembrar camurça. Boa envolvencia sempre com frescura e complexidade de bom nível, em fundo ligeiramente balsâmico/vegetal. Boca em sintonia com o nariz, frescura, elegância, alguma mineralidade com toques balsâmicos de fundo. 16,5 - 17

Queria deixar os meus parabéns por mais uma excelente prova que me foi proporcionada, com votos de um cada vez maior sucesso em futuras iniciativas. É para mim sempre um enorme prazer, poder privar com os produtores, mentores e criadores, de sonhos que se transformam em momentos de puro prazer. E quando esse prazer pode ser partilhado à mesa com amigos, ou simplesmente discutido, então só se pode deixar uma palavra de agredimento a todos.
 
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