Copo de 3: Terras do Avô Grande Escolha branco 2010

19 Fevereiro 2012

Terras do Avô Grande Escolha branco 2010


Este branco VQPRD Madeirense é produzido na freguesia do Seixal na costa norte da Ilha da Madeira, a partir da casta Verdelho da Madeira. Dá pelo curioso nome de Terras do Avô, e é produzido pela Sociedade Duarte Caldeira e Filhos - Seixal Wines, Lda. Com a enologia a cargo de Paulo Laureano e João Pedro Machado, foram produzidas e engarrafadas 3,300 garrafas na Adega de São Vicente, no dia 10-04-2011. Os originais rótulos foram desenhados pelo artista plástico madeirense Marco Fagundes Vasconcelos, com os verdes destinados aos brancos e os vermelhos aos tintos. Como já aqui tinha provado o branco, o recente lançamento é o Grande Escolha, a diferença é o rótulo redondo, com preço recomendado de 14€.

Abri a garrafa e depois da sua prova decidi testar à mesa, fui buscar uns mexilhões, que em panela com refogado de fina cebola picada, meio tomate picado e uma folha de louro, deixei aquecer e deitei lá para dentro os mexilhões com salsa fresca picada, sem barbas e com banho tomado, reguei com um pouco de vinho branco e tapei de imediato para apurar o sabor, saltitei um bocado os ditos para irem abrindo com o calor e tomando sabor, servi de imediato e a ligação foi acertada, sem ter puxado muito no sabor da "salsa" os mexilhões sabiam ao que deviam saber, com leve condimento que combinava de igual modo bem com a fruta que o vinho tinha para oferecer, a parte do vegetal fresco ligou com a salsa...
Antes disto a prova que tinha realizado tinha ditado que o que mais se destacou foi a componente mineral, o vinho tem quase um toque de maresia que depois se alia a uma suave fruta madura de cariz tropical. Depois são anotações de erva fresca, saudável e agradável herbáceo que ajuda a completar o ramalhete. Na boca complementa-se muito bem com a que encontramos no nariz, constante na frescura e na mediana intensidade que imprime no palato, novamente a fruta, a erva fresca e a mineralidade a dominar o final em conjunto nada exuberante que aposta claramente na sobriedade. Apreciei o estilo embora não o tenha achado assim tão superior ao 2008, pelo que mantenho a mesma nota. 89 pts

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