Copo de 3: Aurius Quinta do Monte Doiro 2006

06 fevereiro 2013

Aurius Quinta do Monte Doiro 2006

Para os lados de Alenquer, fica a Quinta do Monte d´Oiro, produtor de renome no panorama vínico nacional cujo proprietário José Bento dos Santos é a cara do projecto. Deixando as apresentações para mais tarde, foco-me apenas num vinho que ali foi produzido, o Aurius tinto 2006 elaborado a partir das castas Touriga Nacional, Syrah e Petit Verdot. Estagiou durante 15 meses em garrafa e entre 16 e 18 meses em barricas 100% novas de carvalho francês.

Não bebia este vinho desde a altura em que o seu rótulo era outro, lembro-me que naquela altura o bebia com muita satisfação, hoje estranhamente o vinho não de encontro ao que eu esperava dele, talvez culpa minha porque esperava mundos e fundos de um vinho que não foi talhado para tal. O problema mete-se quando o preço sobe quase ao patamar dos 20€ por garrafa, quando os aromas não se mostram frescos nem mora por ali uma frescura que venha salvar a honra do convento. Se o que tinha estava suspenso, então o que apresentou nada mais é que um amontoado de cheiros e sabores, desgastado, toque morno e sem grande vivacidade. Apesar de tudo, mostra-se melhor na prova de boca, um pouco mais de energia, talvez a última chama antes do adeus final. 

Foi provado antes e servido depois com uma tajine de borrego e ervilhas, um prato tipicamente marroquino que alguns irão encontrar as normais semelhanças ao que por cá se costuma fazer, por exemplo pelo Alentejo. O vinho portou-se à altura e cumpriu o seu destino. 89 pts

Photo by http://soupurb.wordpress.com

3 comentários:

L. disse...

a minha experiência com este vinho foi curiosa. só conheci o 2002... e provei-o pela primeira vez em 2005, estava novo, mas mesmo tendo isso em conta, não achei nada de extraordinário, ainda por cima por aquele preço... depois provei o mesmo 2002 em 2012 e fiquei absolutamente rendido.

João Pedro Carvalho disse...

É pelo que conheço desses modelos mais antigos que achei esta nova versão menos bem conseguida.

Anónimo disse...

Fiquei mais curioso em relação ao borrego com as ervilhas. Abri um mangnum de 2005 mas o vinho já não estava em condições.

Paulo

 
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